Como Lidar com a invalidez
Uma nova compreensão do problema
Um acidente sério pode ocasionar graves lesões que, dependendo dos órgãos atingidos, determinam a invalidez parcial - perda de um olho, atrofia parcial ou total dos movimentos de braços ou pernas. O desenvolvimento acelerado da medicina e de disciplinas paralelas focadas na recuperação de traumas (fisioterapia, fisiatria, fonoaudiologia e outras),hoje, possibilita tratamentos muito eficazes, que capacitam as pessoas acidentadas a retomar suas atividades profissionais ou a se reciclar para exercer novas profissões.
O Hospital Sarah Kubitscheck, sediado em Brasília e com unidades em outras capitais, é hoje uma referência internacional no tratamento traumatológico e processos de recuperação de pessoas acidentadas.
Além disso, há hoje uma nova compreensão social da deficiência física. Foram criadas leis que punem a discriminação, protegem os direitos dos deficientes físicos e estimulam as ações voluntárias em favor das pessoas deficientes e das entidades que delas cuidam. Existem também centenas de entidades que congregam pessoas deficientes, que se organizam para lutar por seus direitos, pela criação de novas oportunidades de trabalho, enfim, por melhores condições de vida.
A mudança de rotina
A deficiência física, em qualquer de suas formas é um processo realmente doloroso. Se for em decorrência de um acidente, além da dor, a pessoa pode ser acometida de acessos de revolta, raiva e crises depressivas. A família e os amigos mais próximos são de fundamental importância no período de recuperação.
Dependendo do tipo de limitação física da pessoa, a casa deve sofrer algumas mudanças estruturais, como a instalação de rampas ou corrimão nas escadas. Alguns planos de saúde já preveem a assistência domiciliar, uma forma mais econômica e eficaz para pacientes que exigem longos períodos de recuperação. Assim, cama hospitalar, cilindros de oxigênio, cadeira de rodas e outros equipamentos passam a fazer parte da rotina da casa.
É recomendável que a pessoa tenha permanente acompanhamento médico, bem como o apoio de um psicólogo. Seria interessante conversar com o médico sobre a conveniência de fazer uma terapia ocupacional.
A consciência de sua própria condição e a aceitação de suas limitações físicas são muito importantes para que a pessoa deficiente adote uma atitude positiva, porque toda a rotina vai mudar: a relação com os outros e com o próprio corpo, os hábitos pessoais, a alimentação, a movimentação em casa e na rua são fatores que precisarão ser readaptados para que a pessoa possa ter uma vida normal.
As atividades artísticas, em suas diversas linguagens, são um grande antídoto contra os pensamentos negativos ou fases de depressão. Grandes talentos foram revelados em clínicas de reabilitação. A explicação é simples: antes de sofrerem o acidente, esses artistas nunca tiveram tempo ou chance de desenvolver suas aptidões para a arte. A reflexão sobre o próprio sofrimento, a adoção de uma postura filosófica e o apoio de um bom terapeuta são excelentes pontos de partida para se tornar um artista, ainda que amador.
Mas o objetivo maior no processo de recuperação é a gradativa superação das barreiras da invalidez e da deficiência física. Os próprios termos já carregam o estigma da exclusão social. Por isso, é importante que a pessoa se conscientize de que seu esforço vai diferenciá-la de um "inválido" ou de um "deficiente", recuperando assim sua autoestima e fazendo-a sentir-se socialmente útil.
A deficiência física, em qualquer de suas formas é um processo realmente doloroso. Se for em decorrência de um acidente, além da dor, a pessoa pode ser acometida de acessos de revolta, raiva e crises depressivas.
A família e os amigos mais próximos são de fundamental importância no período de recuperação.
Adotar uma atitude positiva
Como tudo na vida, a superação dos problemas provocados pela invalidez também vai depender da atitude. O primeiro passo é adotar uma atitude firmemente positiva. Admitir as limitações físicas, mas concentrar-se naquilo que é possível fazer e se adaptar. O segundo passo é estabelecer objetivos realistas e passar a encarar tudo como um desafio da vida, algo a ser vencido, e não uma mera tentativa.
O contato com pessoas na mesma condição pode abrir novas perspectivas para a superação de muitas barreiras. Várias entidades e associações organizam atividades sociais, esportivas e de lazer para integrar as pessoas deficientes físicas, contribuindo para que se criem novos vínculos e se organizem grupos de apoio mútuo. No contato com pessoas que tenham problemas semelhantes, a conversa deve ser franca e direta, tratando objetivamente dos temas que preocupam a ambos. Algumas dicas podem ajudar familiares e amigos a conviver melhor com deficientes físicos:.
Valorize sempre a pessoa, não a deficiência - Um bom começo é referir-se a essas pessoas como deficientes e não como inválidas. É recomendável chamar um cego de deficiente visual. Da mesma forma, evite expressões grosseiras como aleijado, defeituoso, coxo, maneta.
Fale diretamente com um deficiente auditivo, sem intermediário - Seja paciente. Não grite, fale devagar e claramente. Lembre-se que as expressões faciais e os gestos também são importantes para essas pessoas.
Não toque qualquer aparelho, cadeira de rodas ou muleta usada por um deficiente, a não ser que lhe seja pedido – Esse movimento pode ser mal interpretado ou mesmo desequilibrar a pessoa.
Ofereça ajuda, mas não insista - Se a necessidade de ajuda for óbvia, não se omita. Mas é sempre de bom tom perguntar se a pessoa aceita a sua ajuda.
Não deixe o deficiente físico isolado da família e dos amigos - Não deixe que a limitação física afaste a pessoa de seus familiares e amigos. A interação contribui para a recuperação da pessoa e as manifestações de solidariedade são um forte apoio psicológico.
Pesquisar e aprender tudo sobre a limitação física - A pessoa deve se preparar para enfrentar novos desafios. Consultar especialistas e amigos, procurar informações pela internet, estabelecer uma rede de contatos são ações básicas para o processo de recuperação e integração.
Estimule a autoestima - Crie um ambiente agradável em torno do deficiente físico. Quanto mais ele se sentir aceito, maior será a chance de se recuperar e se integrar com as pessoas que o cercam.
Apoio
É preciso entender que existem milhões de pessoas que sofrem de alguma deficiência física. E que há também muitas pessoas preocupadas com esses problemas e dispostas a enfrentar o desafio de superá-los. Várias entidades, públicas e privadas, desenvolvem programas de apoio e assistência aos deficientes físicos. Mas, a chave da recuperação e adaptação se encontra dentro de cada um. É preciso que o deficiente físico assuma o controle de sua vida, procurando o tipo de apoio de que precisa e passe a viver plenamente. Dentre as centenas de entidades existentes, selecionamos algumas que podem atender algumas necessidades básicas.
Mais informações
http://www.entreamigos.com.br
Rede de informações, serviços, notícias e chat (salas de bate-papo)
dirigida especificamente a deficientes físicos.
Entidades
Fundação Dorina Nowill para Cegos
Rua Dr. Diogo de Faria, 558 - Vila Clementino
São Paulo - SP
Fone: (11) 5509-0611
http://www.fundacaodorina.org.br
Derdic - Divisão de Educação e Reabilitação dos Distúrbios da Comunicação
Rua Dra. Neyde Aparecida Solito, 435 - Ibirapuera
CEP: 04022-040 - São Paulo - SP
Fone: (11) 5549-9488
http://www.derdic.pucsp.br
Adefavi - Associação dos Deficientes de Áudio-Visão
Rua Lacerda Franco, 253 - Cambuci
São Paulo - SP
Fone: (11) 270-5283
adefavi@uol.com.br
Instituto Laramara - Ass. Brasileira de Assistência ao Deficiente Visual
Rua Conselheiro Brotero, 338 - Barra Funda
CEP: 01154-001 - São Paulo - SP
Fone: (11) 3864-1239
http://www.laramara.org.br
ABBR - Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação
Rua Jardim Botânico, 660
CEP: 22461-000 - Rio de Janeiro- RJ
Fone: (21) 2294-6642 / 2294-5145 / 2294-8996
http://www.abbr.org.br
Clube dos Paraplégicos de São Paulo
Rua Pedro de Toledo, 1651 - Sala 2A - Vila Clementino
CEP: 04039-034 - São Paulo - SP
http://www.cpsp.com.br
Hospital Sarah Kubitscheck
Quadra 501 Conj. A
CEP: 70330-150 - Brasília - DF
Fone: (61) 319-1111
http://www.sarah.br
Inclusão Comunicação e Planejamento
Coloca currículos de pessoas deficientes na internet
Fone: (11) 251-2883
eficientediferente@eficientediferente.com.br
Iases - Instituto de Artes, Saúde e Educação Sabugueiro
Reorganização neuro-funcional (Método Padovan) e Pedagogia Waldorf
http://www.iases.com.br
Disque Deficiência - Fundação Orsa
Rua Loefgreen, 2109 - Vila Mariana
São Paulo - SP
Fone: (11) 5084-3844 / 5084-6782
disquedef@sti.com.br
CIEE - Centro de Integração Empresa Escola
Cadastra deficientes físicos para estágios e trabalhos.
Rua Tabapuã, 540 - 4º andar - Itaim Bibi
São Paulo - SP
Fone: (11) 3849-9787
http://www.ciee.org.br
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