Déficit de atenção ou distração? Entenda a diferença

Executar tarefas sem prestar atenção pode ser mera distração, mas em alguns casos pode se tratar de déficit de atenção

No mundo em que vivemos atualmente, com uma rotina cada vez mais cheia, nem sempre é fácil manter o foco em uma tarefa só. Quem nunca se pegou interrompendo um raciocínio ao se distrair com um estímulo externo, como uma mensagem no celular, ou até mesmo com os próprios pensamentos?

Episódios de dispersão são mais comuns do que pensamos, mas há um limite entre a simples distração cotidiana e um problema mais grave conhecido como Transtorno do Déficit de Atenção, o TDAH. 
 
A MetLife sabe da importância do diagnóstico correto do TDAH, por isso vamos falar sobre os sintomas da condição. No entanto, ressaltamos que só um especialista pode dar a palavra final.
  
 
A atenção: o ponto em comum entre distração e TDAH

A distração pode ser causada por vários fatores. No entanto, quando a falta de atenção começa a atrapalhar o dia a dia é necessário investigar se não se trata de um problema maior. 
 
Para entender melhor a diferença entre distração e TDAH, devemos entrar um pouco no universo da atenção. Existem 4 tipos de atenção: atenção concentrada, atenção alternada, atenção seletiva e atenção focada. A distração normalmente altera por um curto período apenas uma dessas atenções, enquanto o déficit de atenção prejudica pelo menos três delas. 
 
Alguns elementos que podem gerar distrações são o uso excessivo de eletrônicos, estresse, má alimentação, uso de álcool e drogas e algumas psicopatologias. Se o problema for só distração, uma mudança de hábitos é suficiente para solucionar.
  
 
Mas o que é o TDAH? 

O TDAH é um problema neurológico que se manifesta com sintomas anormais de conduta. Normalmente, começa a se manifestar durante a idade escolar. 
 
O transtorno se caracteriza pela combinação de sintomas de desatenção, hiperatividade e impulsividade. É importante dizer que o TDAH não é uma doença, portanto não existe uma cura para solucioná-lo. A boa notícia é que há, sim, um tratamento para conviver bem com o problema.

Crianças com déficit de atenção 

Quando uma criança tem dificuldade de permanecer tranquila, de controlar sua conduta ou prestar atenção em algo, imediatamente surgem as suspeitas de que ela tem déficit de atenção. 
 
O fato de uma criança ser inquieta não significa necessariamente que sofra de TDAH. Como dissemos no tópico anterior, quem apresenta essa condição manifesta três tipos de condutas simultaneamente: falta de atenção, hiperatividade e impulsão. 
 
Essas condutas podem ser um sinal de TDAH se ocorrerem com intensidade e frequência maior do que a esperada e em diversas situações da vida social da pessoa.  

Como já dissemos, é indispensável procurar um especialista para avaliar o caso.  
 
Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico de TDAH é essencialmente clínico. Não existem exames de laboratório que podem detectar o transtorno, mas é importante que o diagnóstico seja feito o quanto antes, já que os sintomas tendem a piorar com o tempo se não forem tratados corretamente. 
 
Se você anda distraído, fazer exercícios físicos, reservar um tempo para organizar as tarefas e a rotina e entender o que está afetando o dia a dia pode ser de grande ajuda. 
 
Mas se houver suspeita de TDAH, a recomendação é buscar ajuda médica psiquiátrica para identificar o real problema e tratá-lo corretamente.