Dia Mundial do Braille

04 de Janeiro é comemorado o dia mundial do braille chama atenção para inclusão da escrita e leitura.

O dia 04 de janeiro é muito importante para a comunidade de cegos,  a data comemora o Dia Mundial do Braille, sistema de escrita e leitura é um instrumento essencial na vida de milhares de indivíduos em todo planeta, que permite que pessoas cegas ou de baixa visão tenham acesso à informação e ao conhecimento.

Em 2018, a ONU dedicou essa data ao sistema comunicativo, como forma de reconhecer a importância do uso e importância dessa linguagem para a plena realização dos direitos humanos e liberdades fundamentais.

O dia 04 de janeiro foi escolhido em homenagem ao nascimento de Louis Braille, o criador do sistema. Braille ficou cego aos três anos e com o passar dos tempos foi desenvolvendo uma técnica que lhe proporcionou escrever e se comunicar. 

Aos 20 anos, já tinha conseguido estruturar um alfabeto com variadas combinações de 1 a 6 pontos. Atualmente, o método braille é utilizado no mundo todo e é considerado uma linguagem formal entre a comunidade cega.

Em 2006, uma Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência enfatizou que o braille permite a inclusão social de milhares de indivíduos no mundo. 

De acordo com o Relatório Mundial sobre Visão 2019, da Organização Mundial da Saúde (OMS), 2,2 bilhões de pessoas têm algum tipo de deficiência visual, sendo 1 bilhão com uma condição que poderia ser prevenida ou tratada.

O Sistema Braille é uma alternativa para que pessoas enquadradas nessas situações possam entrar em contato com a leitura. Assim, o método contribui para a inclusão em uma das principais formas de registro e aquisição de conhecimento, a escrita. 

"No Brasil desde 2015, o Enem aplicou 2.065 provas em braille. Elas têm a impressão verificada e validada pela equipe da Fundação Dorina Nowill para Cegos diretamente na gráfica. Além disso, o Inep disponibiliza ao participante deficiente visual do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) quatro recursos de acessibilidade: ledor, transcritor, hora adicional e sala de fácil acesso. Assim como os candidatos com baixa visão, o cego também pode utilizar materiais próprios, se preferir, como: máquina Perkins, punção, reglete, assinador, tábuas de apoio, sorobã e cubaritmo – instrumentos que auxiliam na escrita e em cálculos para pessoas cegas. Além disso, de acordo com a Lei n.º 11.126, de 27 de junho de 2005, é assegurado ao participante realizar a prova acompanhado de cão-guia". (Fonte: Inep)

A Fundação Dorina produz e distribui milhares de livros em braille gratuitamente todos os anos, além de oferecer soluções em acessibilidade para empresas e órgãos públicos que desejam tornar seus serviços e produtos acessíveis.

 

Quase 200 anos depois, o método Braille continua evoluindo e transformando a vida de milhares de pessoas em todo o mundo!