4 líderes recentes que comandam empresas inclusivas

Apostar em diversidade e maior qualidade de vida é essencial

Com a chegada e ascensão das empresas do vale do silício muita coisa mudou, através de uma virada de chave do estilo de vida de toda uma cultura empresarial até então vigente. 

Nessa nova cultura de organização hoje consolidada em vários países do mundo, qualidade de vida reflete no trabalho (e vice-versa), equipes se transformam em times e políticas inclusivas e de investimento na diversidade são premissas básicas. 

Bem-estar no trabalho reflete em funcionários mais engajados, produtivos e em uma relação de ganho para ambas as partes. A MetLife se vê como um grande time global - operamos em mais de 40 países - e trabalhamos energeticamente para manter um ambiente de trabalho inclusivo, onde nossos funcionários são valorizados por todos os aspectos que os caracterizam como indivíduos. Times diversos trazem ideias mais inovadoras e apostar em diversidade, bem-estar e inclusão dá o tom dos valores da empresa que nossos líderes devem propagar. 

Para inspirar atuais e futuros empreendedores nesse mindset de inclusão, diversidade e ambiente de trabalho sadio, listamos 4 líderes que defendem essas premissas nas companhias que comandam: 

Sundar Pichai, Google 

CEO da gigante Google desde 2015, Sundar Pichai nasceu em Madurai, na Índia em uma família de classe média, e tem no currículo acadêmico instituições prestigiadas como a Indian Institute of Technology Kharagpur, Masters na Stanford University e MBA na Wharton School of the University of Pennsylvania. Pichai se juntou ao Google em 2004 como gerente de produto e inovação de nada menos que suites como Google Chrome, Chrome OS e Google Drive. A partir daí, supervisionou o desenvolvimento do Gmail e do Google Maps.  

Em agosto de 2017, Pichai chamou atenção ao demitir um funcionário do Google que escreveu um manifesto de dez páginas criticando a política de diversidade da empresa, defendendo que homens são biologicamente mais adequados para trabalhar com liderança e tecnologia do que mulheres. Pichai respondeu com um memorando a todos os googlers (como são autodenominam os funcionários da empresa) dizendo "sugerir que um grupo de colegas tem traços que os tornam biologicamente inferiores para trabalhar é ofensivo e não é OK." Recado dado, a companhia segue respeitando a inclusão e diversidade, recrutando googlers nos mais variados países, ditando vanguarda em políticas de licença maternidade e paternidade nos EUA (e em outros locais do mundo), e figurando como um dos Top-Ranked CEOs que investem em diversidade e ambientes de trabalho saudáveis para mulheres atuarem. 

Tim Cook, Apple 

O americano é o sucessor de Steve Jobs como CEO da imensa Apple desde 2011, mas já assumia a posição não oficialmente durante a licença-médica de Jobs. Vindo de uma família de classe média do Alabama, Cook se graduou pela Auburn University do Alabama e completou seu MBA na Duke University Fuqua School of Business, se formando no top 10 de sua classe. Entrou no território da tecnologia da computação trabalhando na IBM, onde ficou por 12 anos. 

Tim Cook se juntou à Apple em março de 1998 como Vice Presidente Sênior de Operações Mundiais, em uma época em que a empresa passava por um momento difícil. Junto com Jobs, ressuscitou a companhia. Abertamente homossexual, Cook defende a diversidade e inclusão nos times da Apple, que ocupa posição número 15 no ranking das empresas que priorizam inclusão e diversidade. Tim Cook já se manifestou publicamente contra o presidente Donald Trump em relação ao tratamento dado aos imigrantes, e em 2017, junto com outros potentes CEOs do Vale do Silício, criticou a decisão do governo de banir transgêneros do Exército dos EUA. 

A posição oficial da Apple é abraçar a diversidade da humanidade e tudo que ela traz à inovação porque a melhor forma do mundo funcionar é com todos incluídos. Ninguém de fora. 

John Legere, T- Mobile US 

Aos 60 anos, o americano John Legere é presidente e CEO da empresa de telefonia T-Mobile US e número 1 no ranking de diversidade entre líderes de grandes empresas, segundo uma pesquisa publicada em junho de 2018. Em seu impressionante histórico acadêmico estão MIT Sloan School of Management, Harvard Business School, UMass Amherst e Universidade Fairleigh Dickinson. 

Em 2017, a T- Mobile junto com mais de 150 CEOs assinaram um acordo sem precedentes, o CEO Action for Diversity & Inclusion, de avanço na inclusão e diversidade no ambiente de trabalho. Ao assinar, Legere se disse emocionado e enfatizou que a diversidade e inclusão já estão na cultura da empresa e que sua base de funcionários reflete sua clientela. Quanto mais diverso seu banco de talentos, mais insights fantásticos e maiores ideias para continuarem trazendo melhores experiências para seus consumidores. 

Elon Musk, Tesla Motors 

Elon Musk é fundador e CEO da Tesla Motors. O sul-africano-canadense nasceu na África do Sul e sofreu bullying severamente em sua infância até se mudar para o Canadá. Autodidata, aprendeu programação de computadores aos 12 anos, vendendo o código de um jogo de computadores por cerca de 500 dólares. Hoje Musk é filantropo e propõe soluções para questões de preservação do meio ambiente, que são o objetivo principal de suas empresas, entre elas a redução do aquecimento global e uso de energia renováveis, que já estão sendo feitas na prática. Com fama de excêntrico, Elon Musk também tem focado seus esforços para um projeto multiplanetário, a colonização de Marte. 

Voltando à Terra, a Tesla tem um departamento específico de Diversidade e Inclusão liderado por Felicia Mayo. De acordo com Mayo, ela e Musk se encontram semanalmente para discutir sobre tema, o que permite que suas metas sejam sempre prioridade na empresa. O lema do departamento é: "Queremos que TODOS venham e façam parte da nossa missão".