O que é um dress-code sem viés de gênero e por que ele é importante?

Código geral de aparência de funcionários deve ser neutro e não deve exigir mais de mulheres ou de homens

Atualmente, a gerência e a direção das empresas devem estar atentas a diferentes aspectos que mudam rapidamente e impactam no cotidiano de seus funcionários. Uma das discussões que mais ganha força no ambiente corporativo é como definir uma conduta de aparência, o chamado dress code.

A forma como os funcionários aparentam é também uma forma como a empresa se apresenta para seu público. No entanto, sabemos que nem sempre é fácil definir os limites entre o direito da empresa exigir um determinado padrão de aparência e o direito dos funcionários de escolher como vestir-se. Na MetLife nós nos preocupamos com todo aspecto que se relaciona com o bem-estar dos funcionários no ambiente de trabalho. Por isso, estamos atentos às novas tendências sobre dress-code sem viés de gênero e compartilhamos algumas ideias com você.

Um dress-code sem condicionamento de gênero significa que as normas de aparência são genéricas a ponto de servir tanto para homens quanto para mulheres. Uma boa referência para começar a pensar neste tema é olhar a legislação. A Constituição Brasileira define que “homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações”. Assim, definir regras diferenciadas para homens e mulheres viola o direito de igualdade entre todos, e que deve ser inerente a qualquer ambiente democrático.

Dress-codes inapropriados podem gerar até problemas legais

O debate sobre dress-codes livres de padrões de gênero emerge com cada vez mais força em empresas e instituições. Empregadores que impõem um dress-code com fortes padrões de gênero assumem o risco de serem enquadrados em reclamações de funcionários ou até mesmo em processos legais. O enfoque inapropriado em um dos gêneros é ilegal se ele gerar impactos negativos a apenas um determinado grupo social.

Aposte em palavras neutras

Uma das formas de evitar um dress-code com este tipo de viés é apostar em palavras ou expressões sem gênero, como “pessoas”, ao invés de “funcionário” ou “funcionária”. Este é também um exercício útil na hora de escrever as normas, forçando os tomadores de decisão a olhar para o problema de uma forma ampla, sem condicionamentos baseados em gênero.

Impor, por exemplo, que as mulheres usem maquiagem e salto alto, enquanto homens devem apenas genericamente “estar apresentáveis” é uma forma de prever condutas bastante distintas para um gênero e outro e pode gerar problemas na gestão de pessoas.

Os próprios funcionários podem ajudar a rever o dress-code

Se você acha que há espaço para rever o dress-code da sua empresa, mas ainda tem dúvidas sobre como conduzi-lo, uma opção pode ser consultar os próprios funcionários. Você pode optar por diferentes graus de participação, consultando-os de uma forma mais genérica para definir um Norte, ou dando espaço para colaborações mais específicas.

Uma boa forma de conduzir este trabalho é nomear representantes, de diferentes identidades de gênero, para consultar seus colegas. Desenvolver alguma forma de colaboração anônima também pode ajudar a receber respostas sinceras.

Assim, é possível descobrir que mudanças deixariam os funcionários mais satisfeitos, sempre adequando à cultura organizacional da empresa.