Entenda as diferenças entre a estrutura empresarial piramidal, horizontal e autogerida

Organizações têm buscado novos modelos de gestão para acompanhar as mudanças do mercado. Entenda

O mundo não está passando por profundas transformações e um o mundo corporativo reflete essas mudanças. Com fluxos de trabalho mais dinâmicos, novas ferramentas e estruturas hierárquicas menos engessadas, as empresas vem inovando também em suas estruturas organizacionais. 

Mas afinal, você sabe o que são estruturas organizacionais e quais são os seus tipos mais comuns? Nós, da MetLife, vamos falar sobre o tema neste artigo. 

O que é estrutura organizacional?

Basicamente, é a forma como as atividades são divididas e coordenadas dentro de uma organização. A estrutura organizacional é o principal elemento para que uma empresa mantenha o foco nos seus objetivos. A missão, a visão, os valores e as estratégias de mercado são a base para a elaboração da estrutura. 

Estrutura organizacional é o conjunto de responsabilidades, autoridades, comunicações e decisões das unidades organizacionais de uma empresa. Portanto, a estrutura de uma empresa está diretamente ligada a sua estratégia e envolve aspectos físicos, humanos, financeiros, jurídicos, administrativos e econômicos.

Estrutura organizacional piramidal

Áreas, divisões, unidades, organogramas e linhas de comando são elementos que compõem a estrutura organizacional. Estes elementos estão presentes na chamada estrutura organizacional piramidal, que geralmente é dividida em 3 tipos: funcional, projetizada e matricial.

Na estrutura funcional,os trabalhadores são agrupados em departamentos de acordo com a sua função: vendas, financeiro, marketing, operações, diretoria, etc. 

Já na estrutura projetizada, o fluxo de trabalho é organizado de acordo com projetos formados por equipes multidisciplinares. Cada unidade é geralmente liderada por um gerente de projetos que exerce papel de liderança e tem autonomia sobre o grupo. 

A estrutura matricial, por sua vez, combina elementos das estruturas funcional e projetizada. Nesse modelo, departamentos funcionais e grupos de projeto coexistem. Na prática, funciona da seguinte maneira:  membros das equipes respondem a um gerente de projetos e outro gerente de linha. 

Uma desvantagem do modelo piramidal é o fato de o poder ser delegado de cima para baixo, ou seja, alguns esquemas de aprovações são instituídos para controlar as decisões. 

O resultado é que as pessoas que estão no topo da hierarquia acabam centralizando o fluxo de informações. Já os que estão na base do organograma, para evitar punições, se habituam a esperar que as decisões estratégicas venham “de cima”. A competitividade entre funcionários também é comum nesse sistema.  

Novas estruturas organizacionais

Com problemas cada vez mais complexos, muitas empresas vêm implementando novos modelos de gestão. Ondas como o Movimento Ágil, o Método Kanban e a Lean Startup, por exemplo, ajudaram muitas empresas a se conectarem mais com os seus clientes e a criar ambientes mais motivadores para funcionários. 

Atualmente, modelos de gestão mais descentralizados são os que trazem resultados mais condizentes aos desafios do século XXI. Adaptar-se rapidamente não é uma opção, mas um imperativo para que organizações prosperem em meio a tantas mudanças. 

Estrutura organizacional horizontal 

Cientes dos problemas gerados pela modelo tradicional de hierarquia, algumas empresas têm adotado a gestão horizontal. Nesse modelo, os funcionários ganham total autonomia para tomar suas próprias decisões. 

A figura do “chefe” é praticamente extinta e grupos de funcionários passam a responder a apenas um gerente. É um sistema informal, cada vez mais comum em empresas médias e pequenas.

O ponto positivo é que, por agirem sem medo de ser punidos e por terem mais acesso à informações estratégicas, os funcionários se sentem mais motivados. Além disso, esse modelo de gestão tem um custo menor porque elimina a necessidade de contratar vários líderes com altos salários para chefiar as equipes. 

Por outro lado, os funcionários podem se sentir desorientados em relação às suas funções e os gerentes podem se frustrar por sua falta de autoridade. 

Estrutura organizacional autogerida

Nesse modelo praticamente não há hierarquia. As equipes autogeridas são inteiramente responsáveis pelos resultados de um processo ou projeto. Os membros das equipes possuem total autonomia para a resolução de problemas e são responsáveis pela atribuição de tarefas e pelo planeamento do trabalho. 

Esse modelo pode parecer um tanto ousado, mas as empresas que o adotam garantem que a estrutura autogerida traz mais agilidade aos processos. No entanto, para que as coisas funcionem bem, é importante que os funcionários sejam estimulados e encorajados a buscar os melhores resultados sempre.