Algumas dicas ao vender o seu carro usado

Aplicativos e redes de negócio ajudam, mas olho no olho ainda vale a pena

Com tantas novidades que a tecnologia trouxe para as nossas vidas era de se esperar que ela mudaria também a forma como a gente negocia bens que queremos passar para a frente. Aliás, modelos de negócio como e-Bay e Mercado Livre foram um dos primeiros a surgir no ambiente de negócios digitais. 

Mas como será que podemos negociar um carro usado nesse novo mundo? Será que vale a pena se utilizar de aplicativos e redes especializadas nisso? Nós da MetLife, sempre atentos em formas de melhorar a sua tranquilidade financeira, trouxemos algumas dicas para ajudar nesse momento.

Primeiro, como preparar o seu carro usado para vender?

Vender um carro usado e ainda conseguir que isso seja um bom negócio requer alguma preparação e atenção a alguns detalhes. O primeiro deles, sem dúvida, é manter em dia a documentação e zerar as multas do veículo, caso existam. 

Isso porque compradores experientes costumam ter um despachante aguardando seu contato para avaliar a condição do carro na hora da negociação. Tentar alegar que "a multa foi paga só não caiu no sistema" ou ainda que "o documento está atrasado mas ninguém liga para isso hoje em dia", são argumentos que vão enfraquecer você na hora de fazer negócio.

Resolvida a questão burocrática o próximo passo é levar o carro a um mecânico de confiança para a avaliação geral do veículo, inclusive para identificar possíveis itens que podem baixar o preço do carro. Aqui, vale uma regra simples: se a manutenção necessária puder ser convertida em vantagem na hora da venda, faça sem pensar. Outras, que podem vencer após a venda e não prejudiquem a segurança do comprador, podem ficar ao encargo do novo dono. Para finalizar, não se esqueça daquela lavagem caprichada! 

A questão do preço: tabela FIPE e outros detalhes

A tabela FIPE que você tanto ouve falar e que está disponível online (https://veiculos.fipe.org.br), é uma relação de preços médios praticados de acordo com a marca, modelo e ano do carro. Mas, vale lembrar que ela serve para basear a negociação e não colocar um fim a ela. 

As condições do seu carro, quilômetros rodados e até mesmo a cidade em que você está vão influenciar na negociação e de quão próximo a este preço médio você vai ficar. 

No entanto, tem um detalhe que pode fazer esse valor cair bastante: você vender o seu carro para uma concessionária. Mesmo que expressões como "troco na troca" e "avaliamos o seu carro pela tabela FIPE" estejam estampadas em letras garrafais na porta da loja, é praxe do mercado avaliar por baixo o seu veículo, mesmo que ele tenha poucos anos de uso e você tenha sido o único dono. 

Redes e aplicativos: usar ou não usar?

Os aplicativos e redes sociais dedicadas exclusivamente à venda de carros usados são um atrativo e tanto. Você rapidamente faz uma conta, capricha nas fotos do seu possante (algumas como motor e step são obrigatórias, vale lembrar), estipula preços e condições de pagamentos e pronto. Acha que vai vender o carro em uma semana.

Contudo, como em qualquer negociação, não é bem assim que funciona. Sua maturidade em ambientes online, por exemplo, vai contar. Se você não for transparente em todos os detalhes (inclusive aqueles que desabonam o seu produto), pode prejudicar a venda. Se negociar e fehca o negócio com mais de um comprador ao mesmo tempo, idem. Por outro lado, terá que redobrar a paciência para os pedidos de negócios fora do contexto como troca por outro carro, por outros produtos, parte em dinheiro e outra parte em "cheques de um amigo de super confiança" entre outras surpresas.

Na dúvida, vale uma dica fundamental: procure sobre determinado aplicativo e redes em sites de Defesa do Consumidor, busque informações com amigos e, claro, não caia em negociações que parecem boas demais.

Negociação olho no olho, como fazer?

Outra boa dica é também buscar canais tradicionais de venda do seu carro usado, como o bom e velho adesivo no vidro, em seu prédio ou classificados de seu trabalho.

Se a negociação olho no olho rolar, vale ficar atento à procedência do comprador e, claro, às condições muito fora da curva. Além disso, exija comprovantes de todas as transferências prometidas e, nunca, nunca, leve o seu carro até algum lugar para avliação. Marque em lugare públicos na presença de mais pessoas. Afinal, segurança nunca é demais.