A arte de dormir bem: o sono evoluiu ou regrediu durante os anos?

Perceba como o hábito de dormir passou por transformações ao longo do tempo

Em um mundo tão acelerado, muitas vezes deixamos o sono de lado e acabamos fugindo desse bem precioso para a nossa existência. Afinal, dormir bem é um dos fatores primordiais para manter a saúde em dia e melhorar a qualidade de vida. 

Mas nem sempre foi assim, ao longo dos anos o sono passou por várias transformações decorrentes do crescimento do mundo moderno. 

Aqui na MetLife nos preocupamos com seu bem-estar e saúde. Por isso, vamos mostrar como o sono modificou ao longo dos anos e como você deve lidar com isso. 

Sabia que existiam duas fases para dormir? 

Estamos acostumados com a ideia de que devemos dormir oito horas por dia de forma única, mas imagina que no século XVII o padrão de vida era diferente? 

Os nossos antepassados dividiam o sono em duas etapas, pelo menos em algumas cidades da Europa e da América do Norte. O objetivo era dormir pouco depois de anoitecer e acordar por volta de quatro horas depois. 

Durante esse intervalo, as pessoas liam, fumava, rezavam, conversavam, outras transavam com seus parceiros ou iam conversar com vizinhos. Após esse jejum, dormia-se no segundo período cerca de duas horas.  

A evolução da iluminação 

O avanço da iluminação no século XVIII gerou mais dores de cabeça. Por um lado, era interessante em razão da eletricidade que contribuia para as ruas mais seguras, com os postes acesos, a luz clara incomodava quem precisava de descanso. 

 O fim do sono natural 

O avanço da tecnologia trouxe novas descobertas em relação ao sono. Em 1994, um grupo de cientistas do Instituto Scripps, na Califórnia, nos Estados Unidos, identificou uma proteína no cérebro chamada oleamida, que provoca a sensação de que estamos despencando de sono. Eles descobriram através de animais, como gatos que eram mantidos acordados por até 22 horas. 

Nesse mesmo tempo eles encontraram a oleamida hidrolase, capaz de quebrar em pedacinhos as oleamidas do repouso. Segundo especialistas, a natureza deve ter criado várias substâncias para acabar com a vontade de dormir. 

Em razão disso, a indústria farmacêutica começou a desenvolver os famosos remédios e tranquilizantes. Se engana quem pensa que esses medicamentos têm efeitos positivos. Eles conseguem levar ao sono, mas não relaxa como é o que precisamos. Além disso, alguns tipos de remédios costumam a perder o efeito, sendo ineficazes para o tratamento da insônia crônica, além de levar a alterações no comportamento. 

Por incrível que pareça, o uso de certos tipos de medicamentos cresceu 560% entre 2011 e 2018 no Brasil, segundo a Associação Brasileira do Sono. O país conta com 73 milhões de pessoas que sofrem com insônia. 

Por que as pessoas andam sem sono? 

Preocupações, o contato com os aparelhos eletrônicos, ansiedade e estresse são alguns dos grandes problemas do século XXI. Enfim, o sono não evolui, apenas modificou ao longo do tempo. 

Vamos mudar o hábito? 

Se você tem raro sono ou sofre de insônia, busque fazer atividade física regularmente e coma alimentos naturais e menos gordurosos, principalmente uma hora antes de dormir. Cuide da sua saúde mental e durma melhor!