Antisséptico bucal: qual a forma correta de usar?

Indicação do dentista, fórmula correta e como usar. Como esses fatores potencializam os benefícios dos enxaguantes

Considerado por muitas pessoas como um produto indispensável para combater o mau hálito e complementar a escovação os antissépticos bucais, ou enxaguantes como são chamados popularmente, tiveram um crescimento gigantesco nos últimos 20 anos.

Nós da MetLife nos preocupamos com as questões que envolvem a sua saúde bucal e seu bem-estar. Por isso, consultamos nossa equipe de dentistas para sugerir algumas dicas sobre a forma correta de usar o enxaguante bucal. 

Primeiro, vamos entender quando um dentista recomenda o uso do antisséptico bucal?

Grande parte dos profissionais indica o uso desses produtos somente em casos específicos, principalmente na recuperação após tratamentos e cirurgias, raspagem de tártaro, casos de alta incidência de cárie, doenças da gengiva etc.

Existe até mesmo um outro caso muito característico no qual a indicação é importante: para pessoas que não têm coordenação motora para realizar uma boa escovação, seja por incapacidade momentânea (por exemplo, se você está com os braços imobilizados), ou por quadros mais complexos. Nestes casos, o produto ajudará na higienização dos dentes pois age como um paliativo à escovação.

Para você, que não se enquadra nos exemplos acima, o uso é facultativo e, mais ainda, é importante que você use as versões sem álcool. Sabe por quê?

Por que escolher antissépticos bucais sem álcool?

Basicamente, quando o produto tem álcool em sua composição é grande a chance de você herdar os efeitos colaterais que esta substância tem quando, por exemplo, é consumida em bebidas ao longo da vida.

Você pode até argumentar que a porcentagem de álcool neste tipo de produto, usado para diluir as outras substâncias, é bem pequena. Mas, seu uso intenso ajuda a aumentar o potencial de possíveis problemas.  

Segundo estudos através do mundo, o uso contínuo de antissépticos bucais com base em álcool pode aumentar a incidência das taxas de câncer oral, e sabe-se que o álcool é o segundo fator de risco para a doença, depois do tabagismo - aumentando de cinco a nove vezes os riscos.

Qual o tipo ideal de antisséptico bucal?

Como os produtos com base em álcool devem ser evitados, pode ter ficado a dúvida sobre o tipo de antisséptico bucal você deve utilizar. O primeiro que desponta, claro, é o sem álcool. Eles utilizam outros tipos de produtos para a diluição dos princípios ativos, que não ardem, ou maltratam a boca, podendo ser usados com uma maior segurança.

Outra variação facilmente encontrada em farmácias e supermercados é o antisséptico bucal com flúor. Eles são mais indicados para pessoas com maior predisposição à cáries. Seu uso diário é liberado nesse caso, pois combatem a proliferação de bactérias, além de suavizar a sensibilidade nos dentes.

Existem outras fórmulas mais fortes. Elas vão combater mau hálito, acabando com as bactérias em sua boca. Mas, vale o aviso: certos tipos só podem ser utilizados no máximo após as escovações por uma semana, pois são muito potentes. Seu uso deve ser indicado e acompanhado por dentistas.

Independentemente do motivo da opção pelo uso do enxaguante bucal, o ideal é consultar o seu dentista. Só ele pode indicar o produto e frequência mais adequados.

E, mais do que isso, avaliar a contratação de um plano odontológico que pode resguardar você de imprevistos e, claro, ser um aliado em tratamentos mais longos. A MetLife está ao seu lado nesse momento, desenvolvendo e aprimorando os planos mais adequados a cada necessidade