Impressão de órgãos em 3D: será o futuro dos transplantes?

Com tecido humano, cientistas imprimem coração em 3D pela primeira vez com sucesso

Vivemos em um mundo moderno em que a ciência tem se desenvolvido cada vez mais para criar alternativas para procedimentos que, alguns anos atrás, eram impensáveis. A impressão de órgãos em 3D é a novidade da vez e está dando o que falar. Será que ela vai ser o futuro dos transplantes? O fato é que essa novidade da medicina pode salvar milhares de vidas.

Nós da MetLife, sempre trabalhamos para que sua vida seja melhor. Para aprimorar seus conhecimentos, você vai saber mais sobre a impressão de órgãos em 3D e como essa novidade, que promete tornar a prática da doação de órgãos obsoleta, pode impactar o futuro da medicina mundial.

Como funciona a impressão de órgãos?

Cientistas israelenses produziram uma miniatura de um coração humano em uma moderna impressora 3D. O órgão foi feito com tecidos humanos e possui vasos sanguíneos, cavidades e até colágeno. A sua estrutura ficou bastante semelhante ao coração de um homem adulto.

A grande novidade é que, até agora, todos os corações que foram feitos pela técnica de impressão em 3D são oriundos de materiais sintéticos. Esse exemplar foi feito de tecido humano e promete revolucionar a medicina mundial.

Como o órgão foi criado?

Os cientistas separaram as células do tecido adiposo de um paciente e contaram com a ajuda da engenharia genética para concluir a façanha. Eles transformaram as células de gordura em células tronco para criar o músculo cardíaco e os vasos sanguíneos que foram usados na impressão em 3D.

O objetivo dos cientistas é produzir diversos órgãos em tamanho real. A estimativa deles é que dentro de 10 anos, no máximo, as impressões de órgãos sejam procedimentos de rotina dentro de hospitais em todo o mundo.

O que tem se pesquisado sobre o assunto?

Segundo os cientistas, se tudo der certo, a doação de órgãos que salva milhares de vidas diariamente, pode se tornar uma prática obsoleta. Os pesquisadores, com ajuda de outros especialistas, estão prestes a entrar em uma nova fase de testes com roedores, que deve durar cerca de 2 anos.

O ponto chave da pesquisa é encontrar uma maneira das células formarem uma capacidade de bombeamento de sangue. Atualmente, algumas partes das células têm boa contração, mas é preciso que trabalhem juntas em total sintonia.

Quais os possíveis impactos?

A impressão de órgãos em 3D pode trazer impactos positivos e negativos. Se o experimento for um sucesso e a previsão dos pesquisadores se concretizar, mais vidas poderão ser salvas, todos os dias. Isso é bem inimaginável para todos os pacientes que aguardam na extensa fila por uma doação de órgão.

Em contrapartida, a novidade pode virar motivo de ambição para empresas da área, que podem priorizar o lado financeiro para lucrar com essa tecnologia. Afinal de contas, vivemos em um mundo capitalista e o lucro, mesmo que seja com a dor dos outros, precisa existir.

A versatilidade da aplicação da impressão em 3D é enorme. Ter a possibilidade de, num futuro tão próximo, criar órgãos a partir do zero para salvar vidas, pode parecer um sonho. Mas apesar dos avanços na tecnologia, muitas questões éticas ainda precisam ser enfrentadas.