Conheça países com diferentes modelos de jornadas de trabalho

Enquanto algumas nações são mais rígidas com a legislação, outras pouco interferem nas relações de trabalho. Confira!

As novas gerações, principalmente, já não se adaptam tão facilmente a uma rotina longa e exaustiva dentro de um escritório. Na medida do possível, o mercado de trabalho vem acompanhando essas transformações para atender aos novos anseios da sociedade. Em todo o mundo, há empresas que trabalham com horários flexíveis, jornadas mais curtas e até mesmo com esquema de home office. 

As jornadas de trabalho variam de acordo com a cultura de cada país, mas a maioria ainda segue o que determina a legislação trabalhista e impõe aos trabalhadores uma carga horária semanal, que no Brasil é de 44 horas. Acha muito pesada? Saiba que em alguns países esse número é ainda maior. 

Nós, da MetLife, vamos mostrar para você como é a jornada de trabalho em outras nações e como essa questão pode afetar a qualidade de vida e até mesmo a saúde dos trabalhadores. 

Japão, o país do “karoshi”

Embora a legislação japonesa determine uma jornada de 40 horas semanais, é comum encontrar nas empresas trabalhadores que passam mais de 60 horas por semana no escritório.  

Os trabalhadores japoneses são conhecidos por ficarem até tarde no emprego e evitar até mesmo férias e folgas, o que leva a casos comprovados de morte por estresse e fadiga. Há até uma palavra em japonês para morte por excesso de trabalho: karoshi. 

Carga horária flexível nos EUA

Nos Estados Unidos a legislação é menos restritiva, o que torna a carga horária das empresas bastante flexível. Os empregados são pagos pelas horas trabalhadas e os empregadores não são obrigados a estipular o número de horas.  

Os empregados americanos podem trabalhar mais horas em períodos em que a demanda é mais alta - e receber mais por isso. 

Mudanças na jornada brasileira

No Brasil, a carga horária semanal máxima permitida por lei é de 44 horas semanais. No entanto, desde 2017, quando a nova legislação trabalhista começou a valer, patrões e empregados podem negociar de várias maneiras a jornada de trabalho a ser cumprida, desde que os limites previstos pela Constituição e pela legislação sejam respeitados. 

Regras rígidas na Europa

O Reino Unido e outros países europeus exercem um controle maior sobre o trabalho. A legislação trabalhista da União Europeia determina carga horária máxima de 48 horas semanais - incluindo horas extras, o que dá uma média de 9 horas e 36 minutos de segunda a sexta-feira.  

Novidades na Alemanha 

A partir de 2019, os trabalhadores de alguns segmentos da indústria alemã poderão reduzir temporariamente sua carga horária de trabalho para até 28 horas semanais. Por outro lado, as empresas poderão aumentar a jornada daqueles que desejam trabalhar além do atual limite de 35 horas por semana. 
 
O caso francês  

A carga horária para os trabalhadores franceses pode chegar a 60 horas semanais, mas isso precisa ser previamente acordado com o sindicato, aprovado pelo governo e só vale em casos específicos. O regime é autorizado quando é preciso ampliar a produção de um medicamento ou de um alimento em caso de escassez de oferta.  
 
As regras não podem ser usadas caso uma empresa precise apressar uma entrega a um cliente, por exemplo. As horas trabalhadas a mais, no entanto, devem ser pagas de acordo com as regras de horas extras do país.